quinta-feira, 5 de janeiro de 2017


Por que deixa cada sonho incompleto à fronteira entre realidade e delírio? 

Senão para que te chamem paixão.

Eu vi teus olhos debruçados sobre alguma coisa incerta e achei que eu pudesse ser um destino ou esclarecimento. 

Mas era duplamente vão. 
Teus olhos mergulham em abismo, tão úteis como clarabóias desafogando as almas nos prédios.

- Eu quase não sei como me mexer quando te vejo.

Talvez só eu seja impermanente. 

Enquanto você continua chegando a tantos outros lugares eu fico em adeus ou aceno calado, porque você só partiu em uma parte.

Ao que nos causa amar:

- Por que recolhe tão jovens os que te quiseram?
- Planta a tempo os que te quiseram colher?

À contradição:

- E se fosse diferente? 
- Se acaso uma única vez fosse o horizonte olhando para mim?

Sobre ensaio da hipótese:

Eu pediria calma ao horizonte e eu diria:
Se ao mar, vou construir barco.
Em terra, entre nós é o tempo.

E o tempo é sempre favorável, enfim foi o tempo que nos fez para ambos agora.

Entre nós medimos a distância exata do quanto nos desejamos e chegar é fácil diante disso.

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