quinta-feira, 1 de dezembro de 2016



No tempo os sonhos que enraízam nascem. Da outra parte desse todo que é sonho encontram seiva. Mas é sempre a partir de no mínimo dois.

Quando a Terra ainda era plana os sonhadores viam o horizonte como trampolim. Desta Terra que ficou curva dos saltos os sonhadores foram aos abraços e se encontram.

Certa vez eu vi um menino chorando e perguntei:


- O que houve?

E ele me disse:

- Eu ainda não sou plural.

E eu insisti:

- Me explica.


E ele disse:

- Amor, coragem e sonho são sempre plurais e coletivos e são grandes porque são importantes para mais do que uma pessoa, enquanto o medo, a fragilidade e a tristeza são sempre sentimentos em singular. Mas agora somos dois e aquilo que eu temia só estava em mim, porque somos mais que um já não me vence. Enfim, sou plural com você.



                     Imagem: Forgotten © A H M E D • K H A L E D

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