quinta-feira, 2 de março de 2017



Definir é traçar uma fronteira inexistente ao imediato da experiência de sentir algo, fronteira que é necessária aos limites da escrita em descrever o que foi sentido, percebido.

E talvez minha esperança seja que o século XXII devolva à razão e ao bom senso uma suspeita sobre a ciência como dogma da verdade... a ciência não é sobre a verdade, a ciência no máximo é sobre os modos metódicos de agir... então quando há dúvida na ciência não deveríamos nos referirmos às possibilidades como religiosos, mas aceitarmos a dúvida e desconhecimento de um método que seja útil à ação.

Sem demonstrar concordância com este caso específico lembro das críticas de Tesla à Relatividade de Einstein... Tesla se incomodou ao ver a ciência dispensar provas laboratóriais e caminhar em direção à retórica, à verdade a partir de um discurso simétrico, elegante e convicente... Tesla viu nesse caminho uma degeneração da essência daquilo que considerava ciência e que talvez para ele estivesse ligado à prova laboratorial e à utilidade no agir.

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