domingo, 9 de março de 2014

    Na falta de significados encontro a invenção de sentidos.
   Fora a paisagem muda e eu me conto tentando não me repetir mais do que o necessário para responder ao quem sou do espelho em reconhecimento.   Esta pergunta sem resposta, que me inaugura toda vez, requer o desejo mínimo de responde-la para invenção do depois.   E eu tenho sido um depois que deseja inventando os dias.   Mas também conheço a beleza do espelho que desapegado de aparências se descobriu muitos, que parado fez todos os movimentos e usou todas as máscaras.
    Se ausência faz lembrança, a falta faz invenção.   Hoje desenho dias ao meu gosto com as cores que mais me agradam.   Agora, a importância nos seus olhos encontra razões nas palavras que escrevo - nos achamos parecidos porque completamos ao nosso gosto esses desentendimentos em segredo.   E no silêncio úmido da sua boca, da pressão insinuada entre as curvas dos seus lábios, dentes e língua nascem os melhores excessos, os que dispensam significados de tão cheios de sentido.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Vai, medi este silêncio feito rocha.

Reconhece o vazio que antecede a pergunta.  

Vê que a matéria bruta que te faz é inerte e silenciosa.  

Depois

Se diga único por barulhos e movimentos que lhes parecem seus.


sábado, 28 de dezembro de 2013

Tenho mais que medidas exatas, tenho medo de perder para análise este lugar do sonho, por enquanto, deixo em mim o sem explicação.

sábado, 21 de dezembro de 2013

Amor não te meço pela ausência.   Antes de ser você a satisfação de uma expectativa minha, seja você o motivo.   Então te reconheço.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013



Como que imóvel vive em mim vontade, 

acenando para uma chegada sem fim

e se colocar o nome esperança nos criamos. 

terça-feira, 3 de dezembro de 2013