Em alguns momentos eu tenho a sensação que vivemos uma atualização (remake) de um Medievo depois da Pós-modernidade. A fragmentação e relativização dos discursos ainda não serviu à edificação de novos paradigmas satisfatórios, então, passamos a conviver com o convulcionar dos antigos paradigmas, insistindo que eles têm alguma eficiência social. Entretanto, a ausência de novos paradigmas também não serve à ordem pública. Mas, os antigos paradigmas só nos trazem conflitos desde: o interpessoal às guerras.
Por covardia, escolhemos abandonar a razão e buscarmos conforto nos escombros dos paradigmas: inadequados e/ou ultrapassados para a nova sociedade em que vivemos. Daí surge a sensação de um remake do Medievo - uma estrutura social que se faz a partir de crenças em substituição à razão.
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