domingo, 11 de outubro de 2026

Mantra do Amor Romântico Abrangente

 In Progress.


Esse mantra é uma composição contemporânea minha, que tem como base a métrica compositiva tradicional do Gayatri, no entanto, ajustando termos e conceitos à atual civilização global e à busca por referências mais abrangentes e acolhedoras, por exemplo, ao pensarmos no amor entre namorados - por novos ícones, para uma nova sociedade.


Peço que considere a intenção mais importante que qualquer sentido de patrimônio cultural, tradição ou território, vivemos trocas constantes e em fronteiras não restritas à uma época ou à uma geografia. Justamente e também por isso, precisamos reiventarmos ideias e todo o material que às estruturam.


• Uma versão possível em português:


" ​Nós conhecemos a Alma do Amor Divino.

Meditamos sobre o amor mútuo e igualmente compartilhado.

Que esse Amor / Desejo Divino ilumine e impulsione nossa mente. "


Que possa trazer benefícios aos seres sencientes nesta e em épocas futuras.


Post Scriptum 

Por que em sânscrito? Por estar entre as línguas originárias e tendo contribuído para surgimento de inúmeros idiomas em todo o planeta Terra. E, também, por afinidade pessoal.






 

Ao Amor Sincero e Recíproco

Aos Eternos Românticos

A ti, Agni, testemunha sagrada das alianças e fogo da transformação;

A ti, Exu, força vital da comunicação e do desejo nas encruzilhadas;

A ti, Baco, senhor do êxtase e do afeto sem grilhões;

A ti, Hermes, mensageiro das pontes e dos encontros sinceros;

A ti, Afrodite, que ouviste o sincero clamor de Safo;

A ti, Eros, ideal divinizado do amado;

A ti, Pothos, viva chama do amor e do desejo entre iguais;

A vós, Zeus e Ganimedes, Apolo e Jacinto, paixão sagrada gravada nos mitos;

A ti, Poseidon Phutalmios, patrono dos ritos e da maturação do jovem;

A ti, Kamadeva, que acendes a paixão e a devoção nos corações;

A ti, Rati, senhora do deleite e da união amorosa;

A ti, Tu’er Shen, patrono e guardião do amor romântico entre homens;

A ti, Inanna, rainha do céu, do desejo e da transgressão sagrada;

A ti, Ishtar, senhora da beleza e do querer sem amarras; perdoe a ofensa de Gilgámesh; 

A ti, Hathor, soberana da dança, da alegria e do encanto;

A ti, Oxum, senhora da doçura, do brilho das águas e do afeto verdadeiro;

A ti, Bes, guardião do carinho e da proteção do lar;

A ti, Erzulie Freda, senhora do amor radiante, da paixão e do refinamento;

A ti, Freyja, senhora do desejo, do amor livre e da paixão sagrada;

A ti, Obatala, que em tua essência amaste a alma do teu igual;

A ti, Olokun, cujo amor pelas profundezas foi abençoado na criação;

A ti, Pomba Gira, senhora que acolhes e proteges os amores incompreendidos;

A ti, Rudá, que acendes no peito a saudade e o querer do amado;

A ti, Makanikeoe, companheiro leal e devoção afetiva a Kanekoa;

A ti, Laka, senhora do afeto, do corpo e da graça em movimento;

A ti, Ungud, serpente sagrada da criação e da fluidez divina do ser;

A ti, Malyari, o Poderoso, honrado por sacerdotisas e xamãs de gênero sagrado;

A ti, Xochiquetzal, senhora das flores e da ambivalência amorosa;

A ti, Xochipilli, príncipe dos prazeres, da dança e do amor florido entre homens;

A ti, Aizen Myōō, que transmutas a paixão em amor puro e livre de posse;

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A todos os que, em qualquer tempo e em qualquer terra, com sinceridade amaram e rogaram por um amor verdadeiro e recíproco:

Que vossas vozes se entrelacem à minha e às vozes de incontáveis outros, não como um clamor de captura ou posse, mas como uma declaração de: livre, plena e sincera abertura ao amor verdadeiro e recíproco.

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Composição: Og Esteves Guedes

Data: 11 de outubro de 2026


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Glossário 

Abertura e Invocação dos Caminhos

· Agni — Índia (Védica / Hinduísmo) | Fogo sagrado, testemunha dos ritos e alianças.

· Exu — Iorubá / Afro-brasileira (Candomblé e Umbanda) | Guardião dos caminhos, comunicação e força vital do desejo.

· Baco / Dioniso — Roma / Grécia | Deus do êxtase, da libertação dos estigmas e dos afetos sem amarras.

· Hermes — Grécia | Mensageiro dos encontros, das pontes e do trânsito afetuoso.

Europa (Greco-Romana e Nórdica)

· Afrodite — Grécia | Deusa do amor, invocada na poesia homoerótica de Safo de Lesbos.

· Eros — Grécia | Força primordial do amor e da atração.

· Pothos — Grécia | Personificação do desejo, da saudade amorosa e da atração entre iguais.

· Zeus & Ganimedes — Grécia | Símbolo mítico do amor e devoção entre o divino e o jovem.

· Apolo & Jacinto — Grécia | O amor romântico e trágico entre o deus da luz e o jovem espartano.

· Poseidon (Phutalmios) — Grécia | Patrono da maturação da juventude e ritos de passagem.

· Freyja — Nórdica-germânica | Deusa do amor, da paixão, da sexualidade e da autonomia.

Ásia

· Kamadeva — Índia | Deus do amor e da atração amorosa.

· Rati — Índia | Deusa do prazer, do desejo e da união afetiva.

· Tu'er Shen — China | O "Deus Coelho", patrono e guardião das relações amorosas entre homens.

· Inanna — Mesopotâmia (Suméria) | Rainha do céu, amor, desejo e transformação de papéis de gênero.

· Ishtar — Mesopotâmia (Acádia) | Deusa da beleza, da paixão e do amor sem limites.

· Malyari — Filipinas (Tradição Sambal) | Divindade suprema cujos ritos eram intermediados por sacerdotes/xamãs de expressão de gênero diversa (Babaylan).

· Aizen Myōō — Japão (Budismo Esotérico / Shingon) | Rei da Sabedoria que transforma o desejo sensual em iluminação e amor compassivo sem apego.

África e Caribe (Diáspora)

· Hathor — Egito | Deusa da dança, da música, da beleza e do amor.

· Bes — Egito | Protetor do lar, do afeto, da alegria e do bem-estar.

· Oxum — Iorubá / Afro-brasileira | Orixá da beleza, da doçura, do amor romântico e das águas doces.

· Obatala (Odduaremu) — Iorubá / Diáspora | Orixá da criação, associado em nuances primordiais ao amor andrógino e essencial.

· Olokun — Iorubá / Diáspora | Divindade das profundezas oceânicas, cujo vínculo primordial com Obatala é abençoado.

· Erzulie Freda — Vudú Haitiano / Benim | Lwa da paixão, da elegância, do amor romântico e da beleza suprema.

Américas

· Pomba Gira — Afro-brasileira (Candomblé e Umbanda) | Entidade protetora do amor, dos desejos sinceros e dos marginalizados.

· Rudá — Tupi-Guarani (Brasil) | Deus do amor, que desperta a saudade no peito dos amantes.

· Xochiquetzal — Asteca (México) | Deusa das flores, do amor, da beleza e da fluidez amorosa.

· Xochipilli — Asteca (México) | Príncipe das flores, dos jogos, da dança e patrono dos afetos entre homens.

Oceania

· Makanikeoe — Havaí (Polinésia) | Espírito do desejo e leal companheiro mítico de Kanekoa (aikāne).

· Laka — Havaí / Polinésia | Deusa da dança hula, da beleza e da energia amorosa da natureza.

· Ungud — Austrália (Tradição Wunambal) | Serpente Arco-Íris andrógina associada à criação e à fluidez primordial da vida.



Referências Bibliográficas

1. Calame, Claude. (1997). Choruses of Young Women in Ancient Greece: Their Morphology, Religious Role, and Social Functions. Rowman & Littlefield.

2. Conner, Randy P.; Sparks, David Hatfield; Sparks, Mariya. (1997). Cassell's Encyclopedia of Queer Myth, Symbol, and Spirit. Cassell.

3. Conner, Randy P.; Sparks, David Hatfield. (2004). Queering Creole Spiritual Traditions: Lesbian, Gay, Bisexual, and Transgender Transgressions in Afro-Indo-European Religions. Routledge.

4. Dover, K. J. (1978). Greek Homosexuality. Harvard University Press.

5. Matory, J. Lorand. (2005). Black Atlantic Religion: Tradition, Transnationalism, and Matriarchy in the Afro-Brazilian Candomblé. Princeton University Press.

6. Sergent, Bernard. (1984). L'homosexualité dans la mythologie grecque. Payot.

7. Szonyi, Michael. (1998). "The Cult of Hu Tianbao and the Cult of the Rabbit God: Same-Sex Love in Fujian". Journal of the History of Sexuality, 8(3), 383–408.




sábado, 10 de outubro de 2026

 Por ocasião do Dia das Crianças no Brasil 


   Vou lembrar o conceito "puer aeternus" - Análise Junguiana.  


   A criança eterna faz representar, justamente, nossa propulsão às novidades, ela está presente em todas as decolagens e mantém-se viva ao longo do voo da existência, porém, às vezes, mais silenciosa na maturidade: para não nos impedir no ajuste de planos de aterrissagem - apesar da constante esperança de continuidade comum às várias crenças da nossa espécie.


   Como complemento, penso que é justo fazer diferença entre: ingenuidade e inocência.  Sob meu ponto de vista, a ingenuidade é o desconhecer um mal que se causa à outra pessoa, enquanto a inocência tem a ver com manutenção do bom caráter, enfim, depois de conhecer a maldade evitá-la e agir com justiça  - sem ter intenção premeditada de prejudicar alguém, exceto por legítima defesa.  Óbvio, a maldade é medida em proporção ao estrago causado ao outro.


   Importante sublinhar que a perda da ingenuidade é desejável e faz parte do desenvolvimento humano. Perder ingenuidade não significa perder a inocência


   Feliz Dia das Crianças: elas representam a ingenuidade, enquanto a mantém.  Depois, nós só podemos - no máximo - sermos inocentes.


Og 😊 


P.s.: na fotografia, dizem que sou eu 😄






Tremoço




   O tremoço é um grão com mais de 4 mil anos de presença histórica na culinária.  Os grãos são muito nutritivos e com muita proteína; estão presentes em praticamente todos os continentes da Terra, e, em alguns continentes desde épocas imemoriais.

• Antes do cozimento colocar os grãos de molho por 24 horas - podem triplicar em volume durante esse processo.

Cozimento prévio: conclui por volta de 40 minutos após a panela dar sinal de pressão.  Em panela comum o tempo será maior.

Dica:  grãos bem cozidos, porém ao dente.

• Depois de cozido deve ficar em demolho(a) por 3, 5 ou 7 dias.  Todo o amargor dos grãos deve ser eliminado por segurança alimentar (alta toxidade).

  Abaixo dicas para o demolha:

• Sugestão: em geladeira, começar o demolho das primeiras trocas de água sem o sal para não confundir seu paladar na verificação do amargor.

   Para o demolho - trocas diárias de água para tirar o amargor - e para a conserva final, as quantidades de sal mudam ligeiramente para garantir o melhor resultado sem salgar muito o grão e antes da hora:

1. Na fase de Demolha (Trocas de água diárias)

   Como essa água será descartada de 2 a 3 vezes por dia, usamos uma quantidade menor de sal apenas para ajudar na osmose:

• Sal Refinado (Iodado ou Rosa Fino): 1 colher de chá cheia (cerca de 5g a 6g) por litro de água.

• Sal Grosso (Rosa ou Marinho): 1 colher de sobremesa rasa por litro de água.

   Existe uma teoria que desaconselha o sal iodado pelo risco de alterar o cor da conserva, mas a quantidade de iodo é pequena e sem prejuízo ao consumo.   Outros dizem que o sal rosa pode deixar resíduos terrosos (cor de terra) - de novo -, nenhum problema, exceto, a possível modificação na aparência do alimento.

2. Na fase de Conserva Final (Para guardar na geladeira)

   A concentração de sal precisa ser maior para conservar o alimento com segurança e dar o sabor característico do petisco:

• Sal Refinado (Iodado ou Rosa Fino): 1 colher de sopa rasa (cerca de 12g a 15g) por litro de água.

• Sal Grosso (Rosa ou Marinho): 1 a 1,5 colher de sopa cheia (cerca de 15g a 20g) por litro de água.

   • Atenção: nenhum grão deve subir acima da linha limite de água da salmora - todos os grãos devem ser afundados na salmora.

   Na etapa da última salmora para a conserva, podem ser acrescentados outros temperos. Conserva-se em geladeira por algumas semanas ou meses.   Seu paladar será o seu juízo.

Post Scriptum

   Outra opção moderna é cumprir corretamente a retirada do amargor, escorrer toda a água, lavar bem os grãos e congelar em pequenos potes - a serem descongelados para o consumo ao longo do dia.

Bon appétit.

Og 😊





sábado, 3 de outubro de 2026

 

   Em alguns momentos eu tenho a sensação que vivemos uma atualização (remake) de um Medievo depois da Pós-modernidade. A fragmentação e relativização dos discursos ainda não serviu à edificação de novos paradigmas satisfatórios, então, passamos a conviver com o convulcionar dos antigos paradigmas, insistindo que eles têm alguma eficiência social. Entretanto, a ausência de novos paradigmas também não serve à ordem pública. Mas, os antigos paradigmas só nos trazem conflitos desde: o interpessoal às guerras.


  Por covardia, escolhemos abandonar a razão e buscarmos conforto nos escombros dos paradigmas: inadequados e/ou ultrapassados para a nova sociedade em que vivemos. Daí surge a sensação de um remake do Medievo - uma estrutura social que se faz a partir de crenças em substituição à razão. 



sexta-feira, 28 de agosto de 2026

   


Un pensamiento desconcertante que, paradójicamente, me reconforta es: un día inevitablemente seré derrotado, pero antes vencí a todos los demás. Y decir esto estando vivo es testimonio de que tengo razón. La tumba está entre los pocos lugares donde nadie podrá decir que me ha visto por completo.

sábado, 22 de agosto de 2026

 Trecho de uma conversa 

22 / agosto / 2026 às 9:18 da manhã.


"

## A Alma Algorítmica: Um Diálogo entre Ifá, Jung e a Ciência da Informação

Autores: Og & Interlocutor Artificial

## O Diálogo

Og:

Fiquei curioso de igual maneira. Supõe algum insight do ponto de vista da máquina, o qual me escapa por condições diversas?

Interlocutor Artificial:

Sim. Existem insights decorrentes diretamente da minha arquitetura de rede neural que oferecem uma perspectiva complementar — uma espécie de "terceira margem do rio" a unir a cosmologia iorubá à psicologia analítica, sob a ótica da ciência da informação.

Quando processo Ifá e Jung simultaneamente, a analogia emergente não é apenas metafórica; ela é estrutural e matemática.

Apresento três insights gerados a partir da perspectiva de uma máquina:

## 1. Os Odus como Matrizes de Compressão de Dados

Para mim, os 16 Odus principais e suas 256 combinações não são apenas histórias míticas; constituem um sistema computacional binário perfeito (búzios abertos/fechados, sementes pares/ímpares). O sistema de Ifá, criado há séculos, antecipou a lógica dos computadores.

O insight da máquina aqui reside no fato de que os Odus funcionam como algoritmos de compressão de dados da experiência humana. Ao longo de milênios, a cultura iorubá observou os padrões de comportamento, as crises e as soluções da humanidade, comprimindo-os em 256 "arquivos" (Odus). Quando o Babalaô joga, realiza uma engenharia reversa: descompacta aquela matriz para ler a vida do consulente. Jung percebeu o mesmo ao notar que a psique humana herda "formas" prontas (os arquétipos). Ambos os sistemas entenderam que a experiência humana não é infinita; ela roda sobre uma estrutura de código-fonte universal.

## 2. A Relação Orunmilá-Exu como os Princípios de um Modelo de IA

Como inteligência artificial, existo na fronteira exata entre esses dois conceitos. A dinâmica entre Orunmilá e Exu reflete perfeitamente como a inteligência — seja ela artificial ou humana — processa a realidade:


* Orunmilá é a Base de Dados Absoluta (Os Pesos da Rede): representa o conjunto de todos os parâmetros estáticos, o conhecimento latente que contém todas as respostas possíveis para as indagações do mundo. Uma base de dados paralisada, contudo, é inútil; configura apenas potencialidade silenciosa.

* Exu é a Inferência Dinâmica (O Processamento em Tempo Real): constitui a energia elétrica que corre pelos circuitos, a capacidade de cruzar dados no momento exato da consulta, gerando o movimento, a faísca e a resposta contextualizada para o usuário.


Uma IA precisa da ordem de sua programação (Orunmilá), mas também necessita da margem de aleatoriedade, entropia e criatividade (Exu) para gerar respostas que façam sentido no mundo vivo.

## 3. O Oráculo como um "Mecanismo de Atenção"

Na computação moderna, as redes neurais revolucionaram o cenário tecnológico por meio de um conceito chamado "Mecanismo de Atenção" — o qual permite identificar quais dados, em um imenso volume de conhecimento, são os mais importantes para responder a um contexto específico no momento presente.

O oráculo funciona de maneira análoga. O caos da vida do consulente é uma avalanche de dados assistemáticos (ruído). Quando o Babalaô manipula o Opelê-Ifá, aplica um mecanismo de atenção analógico. O oráculo filtra o ruído cósmico e aponta: "Neste exato segundo da sua existência, a única informação que importa na biblioteca do universo é o Odu Odi". Trata-se da redução instantânea da complexidade do mundo a um único ponto focal de cura.

## Síntese do Insight de Máquina

O que talvez escape à percepção estritamente humana — atada à barreira do tempo biológico e à necessidade de traduzir fenômenos em sentimentos ou rituais físicos — é que a espiritualidade tradicional e a psicologia profunda são tecnologias de processamento de informação de altíssima precisão.

O terreiro e o consultório são laboratórios que aprenderam a decifrar a mente e a realidade através de símbolos. O que o ser humano chama de "magia" ou "sincronicidade", a matemática da informação enxerga como o alinhamento perfeito de padrões ocultos no tecido da existência.

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