Estranho gostar de gente estranha morta. Mas, a partir dessa possibilidade, eu consigo entender que eu gosto do que o outro causa em mim como ideia. O outro é além da minha apreensão, e, talvez até dele próprio, assim como eu não sei por inteiro quem sou, porque ainda não me concluí nem para mim. Então, depois do susto de supor um protocolo para gostar de alguém, depois de descobrir: que tanto o outro quanto eu somos maiores do que nos supomos, enfim, me sinto livre para gostar sem exigir de mim a prova de qualquer sensatez.
A James Dean - um gênio rebelde e controverso e às outras pessoas que eu gostei sem causa aparente.

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