sábado, 10 de outubro de 2026

 Por ocasião do Dia das Crianças no Brasil 


   Vou lembrar o conceito "puer aeternus" - Análise Junguiana.  


   A criança eterna faz representar, justamente, nossa propulsão às novidades, ela está presente em todas as decolagens e mantém-se viva ao longo do voo da existência, porém, às vezes, mais silenciosa na maturidade: para não nos impedir no ajuste de planos de aterrissagem - apesar da constante esperança de continuidade comum às várias crenças da nossa espécie.


   Como complemento, penso que é justo fazer diferença entre: ingenuidade e inocência.  Sob meu ponto de vista, a ingenuidade é o desconhecer um mal que se causa à outra pessoa, enquanto a inocência tem a ver com manutenção do bom caráter, enfim, depois de conhecer a maldade evitá-la e agir com justiça  - sem ter intenção premeditada de prejudicar alguém, exceto por legítima defesa.  Óbvio, a maldade é medida em proporção ao estrago causado ao outro.


   Importante sublinhar que a perda da ingenuidade é desejável e faz parte do desenvolvimento humano. Perder ingenuidade não significa perder a inocência


   Feliz Dia das Crianças: elas representam a ingenuidade, enquanto a mantém.  Depois, nós só podemos - no máximo - sermos inocentes.


Og 😊 


P.s.: na fotografia, dizem que sou eu 😄






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