terça-feira, 31 de janeiro de 2012




Ficção Moderna



   Os Modelos de Governo são as diferentes ideias sobre como uma região ocupada por uma população deve ser administrada; vejamos dois Modelos de Governo largamente divulgados no Ocidente:

   A República como conceito tem sua origem clássica nas traduções de Platão e seu modelo midiático foi forjado pelo Iluminismo com o empréstimo de três palavras que se tornaram estruturantes na síntese do conceito de República, vejamos:

1.       Liberdade.

2.       Igualdade.

3.       Fraternidade.

  Importante lembrar que as três palavras foram incorporadas aos Modelos de Governo e relativizadas, dessa forma as restrições ainda continuaram maiores que os direitos que as três palavras poderiam garantir aos cidadãos.

   A Democracia é uma palavra de origem grega: demokratos, demokratia ( Poder do Povo ).  Na Grécia Antiga a palavra servia para definir as medidas do Governo que favoreciam os cidadãos. Hoje, a definição midiática e sintética de Democracia, está restrita ao acesso que a população de uma região do globo tem para escolher seus governantes.

Brasil

   Existem muitos Modelos de Governo, porém atualmente o Brasil é definido como: República Federativa e constitui-se como Estado de Direito.

·         O Federalismo surge em 1787 como acordo entre as colônias inglesas que se tornariam os Estados Unidos da América. O Federalismo admite a divisão de um território em partes menores (Estados, Províncias, Cidades, etc.) com governos autônomos; estas partes unidas formam um território maior e juntas podem escolher uma forma de governo central (Pais, Nação, etc.).



·         O Estado de Direito significa, de forma simplificada, que em nosso país existem normas (Leis).  E como é uma República as Leis tem a ver com as partes que compõem o país, e por sermos uma Democracia as Leis foram definidas pelo povo.



   Os Três Poderes são a estrutura escolhida como forma de Governo no Brasil, vejamos:

Ø  Executivo, administra a população e o território e executa as leis, Ex.: Presidente, Governadores e Prefeitos.

Ø  Legislativo, representa o povo e define as leis, Ex.: Deputados Federais e Estaduais, Vereadores.

Ø  Judiciário, interpreta e faz valer as leis, Ex.: Desembargadores, Juízes, Promotores e Advogados.

   A Eleição no Brasil é um processo do qual todo cidadão é obrigado a participar, elegendo pessoas para o Poder Executivo e Poder Legislativo. Porém os brasileiros só podem eleger pessoas que tenham sido indicadas por um Partido Político.

   O Partido Político é formado por um grupo de homens que acreditam exclusivamente num Modelo de Governo, então se tiverem autorização do Governo podem se juntar em torno de uma cor, número e cartilha; só os Partidos Políticos autorizados pelo Governo indicam pessoas como candidatos para serem eleitos para cargos do Poder Executivo e Poder Legislativo.

   Ideias sobre como uma região ocupada por uma população deve ser administrada, Modelos de Governo, costumavam serem impopulares ou irrealizáveis em curto prazo, e geralmente beneficiavam os que governam; para solucionar foi criada a Polícia.

   A Polícia é composta por homens que acreditam num Governo e disponibilizam sua força bruta para impor esse Governo aos que discordam, mas também havia homens que simplesmente vendiam sua força bruta por Dinheiro, sem se importarem com que acreditavam; a história tem mostrado a nós que a necessidade de ações da polícia é proporcional à insatisfação de uma população com um governo.



   O Dinheiro é uma abstração numérica que garante a um ser humano possuir uma coisa.  Atualmente é representado de algumas formas, exs.: metal, papel e plástico, porém todo metal, papel ou plástico tem que ser autorizado por um Governo parar ser dinheiro. Todo humano que vive na cidade precisa de dinheiro para possuir coisa de comer, de habitar, de cuidar-se, etc.



   O Conflito entre pessoas e Governo tem suas origens na insatisfação de um grupo de pessoas que ocupam uma região e que discordam do modo como são governadas; não existem registros históricos de Governos que discordem do modo como governam as pessoas que ocupam uma região; a Polícia - por meio da força bruta - sob o comando do Governo traz paz aos Conflitos que se tornam Rebeliões Populares .

  

   As Rebeliões Populares ocorrem quando pessoas que ocupam uma região não encontram meios de serem atendidas pelo Governo sem confronto físico.  Historicamente os rebelados justificam seus atos acusando os Governos de Abuso de Poder e de Corrupção. Vejamos:

o    Abuso de Poder: quando os governantes usam brutalidade técnica, física, moral, psicológica, etc.

o    Corrupção: técnica; quando os governantes mentem; agem em benefício próprio; etc.



Corrupção Técnica e Abuso de Poder Técnico: quando governantes usam conhecimentos restritos a um grupo de pessoas como forma de inibir e enganar a grande população.





A única ética é a exposição pública.



                                                           

  FICÇÃO MODERNA



Juiz de Fora – MG, 31 de Janeiro de 2012.



Og Esteves Guedes.

sábado, 31 de dezembro de 2011


Mais fácil rir do outro do que de si mesmo.  O primeiro é sociável e o segundo é livre.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Ego Poiesis

Na comunicação o sentido é um pretexto, e o sentimento é o real motivo. Falo por mim somente, meu primeiro som foi gutural no esforço por comunicar necessidade e sentimento - consegui e por isso sobrevivi -, hoje eu reelaboro minha necessidade e sentimento, ancorados em palavras tornam-se plurais: necessidades e sentimentos; só pareço mais sociável e complexo porque meu rugido recebeu vários nomes, tantos nomes quantos eu for capaz de lhes atribuir, mas talvez o motivo não seja tão diferente do primeiro: comunicar necessidade e sentimento.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Quando me faltou sentido foi por excesso deles; esse é o paradóxo que minha razão outorga e minha vaidade consente.
Quem dimensiona a dor do rio ao ver-se melhor definido pela ausência?
Não é ele água, no muito o vazio criado pelo fluxo dela.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Poesia existencial



Talvez não tenha sido gratuita a escolha de uma árvore - Êtz háim, “Árvore da Vida” - como representação cabalística da existência, e ao contrário do modo excessivamente geométrico como a apresentam, qualquer um é capaz de olhar uma árvore de cima para baixo e notar seu modo curvo de se fazer. Também, qualquer um ao plantar uma semente de feijão no período escolar, nota que por mais torções que apresente seu caule, cada uma das torções são esforços da planta na busca pela luz.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Post mortem e vida




Às vezes penso que Jung pode ter razão sobre os arquétipos e, indo mais longe, esses arquétipos também se relacionariam ao "mundo das ideias" de Platão. Assim os arquétipos seriam como que "softwares" responsáveis por formatar a matéria, eles preexistem e talvez também sejam criados e recriados.

“Phowa” é uma prática meditativa que se destina também a preparar o ser para a morte.  Mas o que arquétipos e “mundo das ideias” têm a ver com a prática de "Phowa"? O adepto da prática meditativa de "Phowa" é orientado a fundir-se no momento de morte com um dos Budhas ou dos bodhisattvas com qual tenha grande afeição; uma volta ao "software"(arquétipo) com o qual mais se afiniza. No entanto é muito importante lembrar que essa prática acompanha o adepto ao longo de toda sua vida, para que no momento de morte ele tenha domínio e condições de realizá-la perfeitamente.

O que cito acima é uma prática budista, mas acho interessante a comparação com a escatologia egípcia do "Livro Egípcio dos Mortos";  me recordo de algumas passagens nas quais o "morto" deve se ver na condição de Osíris ( "software"/"arquétipo" do antigo Egito). O sujeito não era imortal, mas podia tornar-se de forma consciente.

Essa hipótese escatológica é econômica e se ajusta às variantes demográficas. Por quê? Econômica porque o ser pode voltar a um arquétipo preexistente, caso contrário cada ser teria que concentrar muita energia pra gerar uma matriz/arquétipo próprio. E a ideia de retorno a um arquétipo preexistente elimina a dúvida sobre variações no número de viventes ao longo da história: a preservação ou a geração distinta para cada ser; seriamos com que cópias de um ou vários arquétipos/"softwares"/matrizes.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

O Inconsciente Freudiano é como o gato: faz, joga areia em cima, mas o cheiro permanece.