Uma caixinha de música me contou ao pé do ouvido um segredo, disse irriquieta:
- Sabe moço, dizem que sou pulsar de tons entre um silêncio e outro. Mas eu, penso que o silêncio é que me permite ser com ele. Por isto, quando eu já não for, de certo modo, só terei mergulhado numa parte de mim. Assim, também pra ti, ser inteiro é ilusão e ser em parte é condição infalível.
domingo, 7 de outubro de 2012
terça-feira, 26 de junho de 2012
quarta-feira, 20 de junho de 2012
segunda-feira, 11 de junho de 2012
sexta-feira, 1 de junho de 2012
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Surgem: Memória e Símbolos. Nascem às linguagens.
Entre o eu que observa, na língua
que me explico; chamei o vão de vazio. A este vazio coube às linguagens
preencher.
Na ausência de uma razão que me
justifique, me apego aos sentidos. Pobre
João Cabral de Mello Neto, incapaz de perceber que o abstrato é mais sentido
que o concreto - refém de palavras e objetos.
Volto ao vão. Entre o eu e o modo como em língua me projeto.
E só sobra língua sendo em abstrato concreto, o que me deixa preencher o vazio
de todo objeto. Me satisfaço em extensão, entro sem deixar de ser eu, abrigado pelo outro. De novo ela - a língua - traduz o que sinto
em palavras. Covarde, inventou a saudade escrita em português.
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