sábado, 28 de fevereiro de 2026

Crônica

 

Eu perdi a crença que a escrita transforme para mais do que o mundo tem sido.*  Entretanto, apesar disso, eu continuo alguém que lê como quem decifra um mapa sobre existir e, talvez, na esperança de encontrar uma ilha sossegada - ainda não descoberta -, um lugar para almas demasiadamente humanas.   Confusão entre escrever e cartografia.   Veja que coisa idiota é a vida: a gente nasce e descreve uma trajetória.


   * Apesar de eu ser um semioticista.


Porque eu sou um semioticista, preciso me perguntar sobre a inovação depois de escassez de sobreposições por máquina de todas as estruturas de linguagens já conhecidas. 


Eu quero que a máquina: Inteligência Artificial, seja semelhante à prensa de Gutenberg e traga revelação e dê novo desafio intelectual à humanidade. Porque expõe a estrutura do idioma como forma de domínio de classe em repertórios vazios...


Toda robótica é uma continuidade daquilo que existe em nós humanos. Não pode ser um ser criado indesejável; não tem sentido. 


 - Teremos nossos primeiros bebês ciborgues? Que sejam bem-vindos!

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